domingo, 22 de julho de 2007

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Menino Palito e Garota Fósforo

Menino Palito gostava da Garota Fósforo
Gostava era pouco:
Sua figura esbelta
O deixava louco


Mas como acender entre eles
A chama da paixão? Simples.
Foi só seguir seu desejo à risca,
Que ele saiu queimando faísca


Tim Burton

terça-feira, 17 de julho de 2007

Mulher-Polvo

Ontem estava eu em um shopping de classe média alta da zona sul, a trabalho, e como era hora do almoço lá fui eu caçar um lugar pouco tumultuado pra fazer a refeição sagrada (amo os cafés-da-manhã, gosto de almoçar bem e troco o jantar por besteiras).Não conheço muito bem o shopping e resolvi ir à opção mais próxima da minha localização naquele exato momento. Fui de Mc Donalds mesmo.Aí peguei meu lanchinho e fui sentar. Nem percebi que a mesma escolhida pelo lado direito do meu cerébro era bem perto da parte de recreação. Ok, acho que a fome era tanta que nem me abalei.

Olhei ao redor do brinquedão gigante para o pouco espaço entre as mesas, o corredor e a paciência alheia e vi poucas crianças. Um japonês com a babá esperando a mãe chegar com a bandeja cheia, uma mae e uma senhora sentadas papeando enquanto o filho loirinho quase derrubava as estruturas ao redor e o irmao (parecia) deste era guiado por uma mulher que até agora não sei se era babá ou integrante da familia. Uma terceira chegou depois e foi presenteada com um pacote da Zara, compraram uma blusa M para uma pessoa que veste G, mas eu já tinha percebido que ali ninguém tinha muita noção mesmo. Na mesa à minha frente uma mulher e o casal de filhos, estes sim, bem quietos até certo momento.

Mas, o que me chamou atenção era uma família bonita que estava um pouco mais atras. A mãe loira, jovem, bonita e com cara de: meu marido é lindo, jovem e rico, com duas filhas loirinhas de cabelos lisos e cara de: vou ser linda quando crescer e um menino no carrinho com cara de: vou ser lindo também. A familia comia seus lanches tranquilamente, mas você como crinaça é né? Não pode ver um pegando fogo que quer incendiar também. Não demorou muito a loira menorzinha levantou e foi brincar naquela estrutura estranha, depois foi a vez da outra maiorzinha (o menino também foi e eu nem vi!). A mãe foi junto pra olhar as crias de perto e largou tudo na mesa. Depois ela voltou e pegou o lanche pra terminar de comer em pé perto dos filhos, depois ela foi buscar o lanche das filhas, depois ela foi pegar o celular. Ela andava do brinquedo até a mesa e da mesa até o brinquedo várias vezes. Estava bem vestida, era alta, magra, cabelos e pele bem cuidada e não perdeu a paciência um minuto. Abaixava para calçar o tênis na filha, falava ao telefone discretamente, tudo na maior elegância e SEM babá. Fiquei impressionada. Eu já teria dado usn gritos, chamado o corpo de bombeiros, pedido ajuda aos universitários. Ela não. Uma perfeita mulher-polvo.

Qual a moral da história? Nem todo rico tem babá, nem toda mulher bonita não tem filhos, nem toda loira é oxigenada, as férias escolares são muito longas e a Dorothy* não está pronta para ser mãe.

Dorothy*

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Diariamente

Tem dias em que a gente acorda achando tudo muito estranho. Pensa no ônibus lotado no cobrador mal educado, na louça na pia, no cabelo pra desembaraçar. Toma fôlego e sai. Sai e dá de cara, logo no primeiro farol, com aquela vizinha chata que consegue em uma única olhada avaliar seu rímel, sua combinação, sua lingerie, sua vida. Você se sente destruída e nada do farol abrir....passa entre os carros e consegue finalmente ser escolhida por um ônibus.

Cheio, abafado e sem pressa nenhuma ele te despeja no terminal. Verdadeira maratona de conversas fáticas, matinais e sem interesse. Aí você pensa no livro que eu não trouxe, na revista que ficou em cima do sofá e em todas as músicas que não ouviu durante todo esse tempo em que está em pé. Pensa que tudo isso poderia ter te distraído e talvez até o tivesse salvado do mal-humor terrível que te consome a alma (assim com essa profundidade!) no momento exato que passa a porta do escritório.

Aí vem o pior, você se dá conta de que essa é sua rotina. Que todas as manhãs te esperam com as mesmices de sempre. A porta é o marco.

Pensando em tudo isso, respira fundo e rompe o limite saudável entre o elevador e a terra firme. Encara sua mesa, seus papéis e avalia o humor do comando Enviar/Receber do outlook. Pensa em todas as ferramentas necessárias pra sobreviver a mais um dia. O Café, (Com adoçante, afinal amanhã você tem uma nova consulta com a vizinha no farol), o rádio, os amigos no e-mail e a sonhada hora de almoço.

Uma hora que você passa em plena felicidade, no meio do dia, até que você se de conta que o relógio venceu o tempo e você precisa voltar à realidade. Agora. sentado à mesa o único conforto é enxergar, sem muito esforço, a porta, que, a esta hora, brilha como um luminoso indicando SAÍDA!

Todo tipo de pensamento lhe ocorre, inclusive o de sair correndo. Você quer chegar em casa e ficaria feliz até se conseguisse ver aquela novela estranha que acaba cedo e te mostra orgulhosa que você conseguiu atravessar a cidade em tempo recorde.

No chuveiro você pensa que a vida não é só isso. Relembra aquela porção de pessoas que deixaram de ser anônimas e ganharam um significado. Enquanto alguma água é desperdiçada você consegue finalmente relaxar e sorrir. Pensa com conforto, desta vez sincero, nas horas que te restam. Passa a mão no telefone conversa com algum amigo, encontra alguém especial, come alguma coisa gostosa e vai pra cama desejando que amanhã alguma coisa boa aconteça.

Aí vem o melhor, você se dá conta que a cara feia do céu é só um reflexo da sua cara feia, não que você seja exatamente feio (talvez até seja.Rs!).

Percebe que em algumas manhãs o que te salva é acordar com sua música preferida, com uma mensagem legal na telinha do celular ou com a imagem de uma foto especial no mural. Aí então encara o chuveiro com outro ânimo atravessa a rua com outros objetivos e, acredite, as pessoas ao redor sentem isso (...e é nessa hora que você destrói a vizinha!). Isso te fortalece, te faz melhor e o dia que antes era um martírio passa deliciosamente bem.

Amelie!

domingo, 15 de julho de 2007

À moda antiga

Eu não sei se alguém percebeu, mas esse blog foi feito por três pessoas. Eu sou a terceira. Não vou adotar um pseudônimo, eu quero ser muitas pessoas ao mesmo tempo. Hoje eu quero ser Eva Longoria.

Ela é protagonista de um dos meus seriados favoritos, casou sábado passado em Paris, num castelo maravilhoso e provavelmente em uma das cerimônias mais bonitas do showbiz.

É inegável que toda mulher sonha em se casar e quem disser que não fica com os olhos brilhando diante de um casamento como o de Eva é porque tem coragem de mentir. Mas esse tipo de cerimônia está muito distante da realidade de qualquer mulher e acho que deve ficar apenas para as celebridades.

É muito mico e hipocrisia ostentar riqueza num casamento de princesa se muita gente ainda casa por interesse e comodidade. Eu espero de verdade que nunca me case pensando em outra pessoa ou porque meu marido faz minhas vontades.

Gostaria de levar todos os meus amigos para Paris e me casar com o jogador de basquete com o melhor salário da NBA, mas acho que isso fica melhor para a Eva Longoria. Para mim, o casamento perfeito seria aquele que eu não me arrependeria. Se for com um cara bonito, rico, educado e gentil, melhor!

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Dorothy* vai à praia

Fazia muuuiiitttooo tempo que eu não ia à praia. E as últimas vezes que desfilei meu biquini em cidades litorâneas (do nordeste tá meu bem!) foi a trabalho e mal vi se a água ainda continuava salgada. Aproveitando o fim-de-semana de sol e o convite irrecusável (carona paga e casa paga) me preparei e fui. Preparar? Sim, preparar: as unhas, os pêlos, a mala, o biquini. Porém, tinha uma coisa que não me agradava...a praia. Long time ago eu já tinha ido e não fiquei com boas impressões e boas lembranças viu! Você me entende né, litoral Sul de São Paulo não é tão bem falado assim, but eu fui.
Acordei cedissimo (leia-se 05:00 am), esperei as pessoas e fomos. Achamos a casa. Bacaninha, com cara de nova e jeito de bem cuidada e até piscina tinha. Perto do mercado, da rodoviária, do centro. Legal, agora vamos pra areia. E a fome? Não, primeiro tem que rolar o café-da-manha. Entre comprar, fazer e comer....12:00 hrs.
Aí começa a minha surpresa, além de ser perto da casa, a praia estava limpa, e existia até um calçadão e uma ciclovia (referências que antes eram de Copacabana no Rio ou Long Beach). Quiosques organizados, cadeira, guarda-sol...que delícia...fiquei até feliz em ter ido pro litoral sul. E depois das minhas constatações positivas era só aproveitar a areia, o mar....não, não..só areia. O mar tava muitooo gelado e "gato escaldado tem medo de água fria", lembra?. Cerveja água-de-coco, sorvete, peixe frito, milho-verde. Preciso confessar, sempre achei brega comer milho na praia, ainda por cima a moda de "milho-verde-no-potinho-com-manteiga-e-sal" ainda não chegou lá mas... Aproveitamos bem o dia, a noite, o sol, a lua...deu até pra ficar com “marquinha-de-biquini- obtida-com-bronzamento-saudável”....quero mais.
PS: Sei que a praia ta limpa, legal, maravilha, mas como disse para as pessoas que estavam comigo: “Da próxima vez a gente pode ir numa praia com gente bonita?”. Ai, sorry mas a verdade seja dita. Sei que faz bem olhar ao nosso rodar e colocar o adesivo de "Eu Vô" em nós mesmas, mas vai me dizer que você não gosta de ver corpos esculturais, bronzeados in-crí-veis, surfistas profissionais, loiras aguadas (blah!) e badalações fervidas? Sim, sei que gosta por isso da próxima vez escolha o Litoral Norte. Me lembrarei desse detalhe. Sure.
Dorothy*

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Que "Catiguria" !

Você vai estranhar o que eu vou falar, mas não deveria. Atualmente não tem melhor personagem na TV brasileira. Não tem melhor atriz e nem melhor "gíria" do momento. O nome da personagem é Bebel, aquela prostituta (chame de garota de programa ou dama de companhia se preferir) ma-ra-vi-lho-sa que arrasa nas areias de Copacabana. O nome da atriz é Camila Pitanga, a fruta. A giría é "catiguria" e com muita certeza.

O batom pink, o decote na linha do umbigo e as micro-saias na altura do pecado revelam o belo corpo que a atriz desfruta. E não é só isso. O carioquês arrastado recheado de gírias no estilo malandro, o andar rebolativo e as caras e bocas são o must de Bebel! Ela faz e acontece em Paraíso Tropical e o telespctador a-do-ra, né? Eu sim! Posso te garantir que as cenas dela são impecáveis ( e se você não sabe do que falo se atualiza, peloamordedeus!).

Eu disse que você iria estranhar o que escrevi acima, como já estranhou, porque Bebel tem tudo pra ser um ícone unfashion, brega mesmo. Mas não é. Ao contrário do que deveria Camila Pitanga (aquela que desfilou no SPFW e mesmo assim ainda me parece muito tímida) conseguiu elevar sua personagem ao gosto nacional. Fashionistas amam a atriz e a prost e elogiam até o batom pink (ps: não tente sair na rua com os modelitos dela viu! as pessoas podem não entender suas referências.)

Agora, uma coisa começa a me preocupar. Aula de etiqueta, dama da sociedade, o que estão fazendo com ela? Pára agoraaaaaaaa! Bebel não pode virar classe AA. Ela não pode engravidar do Olavo e casar com o Antenor (sim, estou adiantando os próximos capítulos), ela JAMAIS pode deixar de falar "catiguria" e passar a dizer "categoria", blah! Onde fica a autenticidade? O estilo? E nós, ficaremos órfãos de Bebel?

Se alguém que lê esse blog tiver influência na Globo, por favor, envie meu post para a caixa de reclamações, eu agradeço.
Dorothy*

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Pooooobre!

Ultimamente ando exigente. Pobre, mas exigente.

Me recuso, por exemplo, a entrar em ônibus cheio. Recusa séria. Saiu cansada do trabalho, tenho sempre mil coisas pra carregar e ainda tenho que me equilibrar nos “malacabados” da vida? Tô fora.

Fico quase uma hora esperando um motorista louco, que tenha passado direto de mil paradas para que, finalmente, eu o considere digno da minha companhia. Claro que isso só é possível quando não tenho hora pra chegar em casa.

Para complicar, a fama do meu itinerário não é a melhor. Já viu ônibus cheio no meio da tarde? É o meu. O primeiro sai do final (do mundo) às 4 da manhã já com 45% da população de São Paulo apinhada lá dentro.

Em uma noite de milagre eu estava sentada no fundo do ônibus quando vi uma menina parada na catraca. Era a primeira semana da medida que determinou que os passageiros com bilhete único tinham um minuto pra transpor a barreira da dignidade.

A menina estava muito preocupada com a quantidade bancos desocupados e parecia desesperada com a idéia de ter pegado o ônibus errado. Equilibrava duas sacolas plásticas, uma pasta, uma bolsa e uma mochila enquanto comia uma barrinha de cereal. Depois que encostou o bilhete se lembrou da nova lei.

Foi aquele “se vira nos trinta”. Tentava passar com tudo, voltava. Manobrava cada coisa, sem sucesso. Acho que conheci uns dez palavrões novos.

Ela desceu, xingou o cobrador, o motorista, o Kassab, os passageiros e disse que ia pegar um ônibus mais cheio para que alguém a segurasse! Na platéia, eu ri tanto que para disfarçar fingi ler alguma coisa!

Fui castigada logo na manhã seguinte. Atrasada, cheguei correndo no ponto. Para minha surpresa o segundo ônibus da fila me servia e estava lindamente vazio. Dei sinal e entrei, no primeiro: outra cor, outro caminho e cheio!

Aliás, naquela semana perdi as contas de quantos caminhos errados fiz e quantos quilômetros andei para consertar as burradas do itinerário.

Cansei de ser pobre nessa vida e resolvi tirar carta. Rs! Mas ai é outra história...

Amelie!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Na aula de hoje...

... o PortuGueis Qui nOiS faLa Axim!

Com certeza você já ouviu e principalmente leu (o Orkut é reeeeeei nisso): " Ai amozinhu, te dolu viu", "xuxuzinho quelo ficá com vuxe pra sempre, lov u babi". Ai, que nojo! Peloamordedeus o que leva uma pessoa em sã consciência falar com o namorado, ou com os amigos, como se tivesse 3 anos de idade???? É tão brega que chega a dar dó de quem fala/escreve assim e o pior é que já presenciei cenas em que o namorado corresponde a altura! Écati. E tão ruim quanto falar é escrever alternando o tamanho das letras e trocando as consoantes: "vuxe, dolu, bligado". Blah.

Quem foi que disse que as crianças falam assim porque são carinhosas? Elas falam assim porque estão aprendendo a se comunicar e se relacionar com o nosso português, aquele que destruímos principalmente no mundo virtual, e a gente sempre "correge" elas quando ouve esse tipo de pérola. Ser carinhosa, delicada e demonstar amor não significa fingir que você tem a idade do seu irmão mais novo ou do pentelho que mora na casa ao lado. Você já pensou que seu "mozinhu" ou sua "miguxa" podem achar HORRÍVEL e não falar por não querer te magoar??? Pensa nisso viu. Você aí, se achando criativa, pensando que arrasa, e a galera achando você Uó!

Não estou dizendo que escrevo e falo corretamente 24 horas por dia e 7 dias por semana, mas pera lá né, o básico é o mínimo que precisamos manter. Todo casal tem seus apelidos (por mais brega que eles possam ser) e toda roda de amigas tem suas gírias próprias (por mais indecifráveis que elas possam parecer na certa tem algum sentido) e nem por isso é preciso apelar pra liguagem infantil do tipo "tabajara".

Não acentuar certas palavras, trocar o s pelo c, errar a vírgula ou esquecer a crase é muito normal. Errar, acima de tudo, é humano gente, agora ser brega é quase imperdoável. Vuxe mi intendi né fofula!?!

Dorothy*

terça-feira, 3 de julho de 2007

Ele não viu!

A sala estava cheia quando resolvemos entrar mas não precisou muito para que ELE me chamasse atenção. Guardava uns poucos lugares que ainda restavam vagos com sacola, microfone, mochila...

Acenava nervoso pro cinegrafista e dava ordens alucinadas aos berros mudos. Senti vergonha de ser quase jornalista, temi meu futuro numa profissão em que todo mundo quer ser mais que o rei. Rs!

Tentei não prestar atenção, mas quando o samba começou isso ficou impossível. ELE passava o tempo todo de costas pros compositores elogiando o trabalho. Que trabalho?? Ele estava falando sem parar, preocupado com o cinegrafista... Não viu nada!

Uma senhora pediu licença para ocupar uma cadeira a frente e passou por ELE agradecendo. Recebeu de volta um sonoro SHIUUUUUU! Mal educado!

Dez minutos depois ELE anunciou que tinha imagens e informações suficientes. Recolheu seu equipamento, despediu-se das amigas e foi embora.

Fiquei pensando se ele tinha ao menos se dado o trabalho de conhecer o projeto que ele gravou. Acho que não...

A Comunidade Samba da Vela se reúne toda segunda-feira na Casa de Cultura de Santo Amaro. ELE não viu mas, no começo da noite eles acendem uma vela no centro da roda de samba e a música rola até que a chama se apague... e quase sempre muito além disso.

No fim da noite o Oliveira serve uma sopa deliciosa. A cada semana uma receita diferente e muitas vezes inédita, até livro pensa em lançar, mas ELE não sabe disso, aliás, não sei como ignorou o cheiro dos temperos que pairava o ar.

Muita gente boa passa por lá, pessoas talentosas. ELE não conheceu nenhum dos projetos ou histórias legais da comunidade porque já tinha material suficiente.

Não viu Dominguinhos cantar músicas inéditas e elogiar São Paulo, mesmo sendo bem Carioca, não ouviu Rap, poesia, piada... ELE foi embooora sem saber que ali estava um pedacinho da história do samba da cidade.

Decepcionante mas serviu pra expurgar os pecados do meu dia coorporativo. Burradas como essa definitivamente não é coisa de estagiário. Rs! É coisa gente ruim, despreparada e que, pra piorar, “se acha” demais.

Coisa de jornalista!? Espero que não.

Amelie!

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Júnior???

O assunto hoje é futebol. Quer dizer, mais ou menos futebol. Ontem estava eu, assim como alguns brasileiros que não tinham nada pra fazer ou que ainda acreditam na seleção canarinho (isso é brega!) assistindo o jogo Brasil x Chile. Até aí tudo bem, ou melhor, tudo mais ou menos porque a seleção anda ruim das duas pernas, tirando o Robinho que fez os três gols da partida. Isso, é nele que eu queria chegar e falar.

Eu não sabia que ele vai ser pai no segundo semestre (futebol também é fofoca), mas como as comemorações dos gols não foram lá muito originais ficava até fácil entender o recado. O Galvão (Bueno) também aproveitou pra contar e fazer uma certa "frescura" com o assunto. Em entrevista ao repórter Mauro Naves o jogador deu o discurso de sempre sobre o jogo "estamos trabalhando para melhorar", "o time está bem, acredito que...", "espero manter a média nos próximos jogos", "a seleção sem dúvida", blá blá blá. Mauro Naves perguntou se os gols eram pro filhos que está chegando, Robinho disse que sim, pro filho e pra noiva. Aí, o repórter fala: já escolheu o nome do filho? E o jogador diz: ainda não, mas se for menino vamos ver se colocamos Júnior.

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh. Como assim???? Tudo bem que na época de nossos pais e avós era uma bela homenagem dar o nome do pai ao filho e do avô ao neto, mas gente, cá entre nós, isso tá muuuiiitttoooo ultrapassado. Me desculpe se você chama Júnior (já disse que pra quem tem mais de 20 anos podemos encarar como uma homenagem) mas você há de concordar que atualmente colocar "fulano da silva JR." no filho é falta de criatividade e breguice. Sim, é breguice sim, sorry. Parabéns pro Robinho e pra noiva dele.

PS: Tomara que venha uma linda menina!

Dorothy*