Tem dias em que a gente acorda achando tudo muito estranho. Pensa no ônibus lotado no cobrador mal educado, na louça na pia, no cabelo pra desembaraçar. Toma fôlego e sai. Sai e dá de cara, logo no primeiro farol, com aquela vizinha chata que consegue em uma única olhada avaliar seu rímel, sua combinação, sua lingerie, sua vida. Você se sente destruída e nada do farol abrir....passa entre os carros e consegue finalmente ser escolhida por um ônibus.
Cheio, abafado e sem pressa nenhuma ele te despeja no terminal. Verdadeira maratona de conversas fáticas, matinais e sem interesse. Aí você pensa no livro que eu não trouxe, na revista que ficou em cima do sofá e em todas as músicas que não ouviu durante todo esse tempo em que está em pé. Pensa que tudo isso poderia ter te distraído e talvez até o tivesse salvado do mal-humor terrível que te consome a alma (assim com essa profundidade!) no momento exato que passa a porta do escritório.
Aí vem o pior, você se dá conta de que essa é sua rotina. Que todas as manhãs te esperam com as mesmices de sempre. A porta é o marco.
Pensando em tudo isso, respira fundo e rompe o limite saudável entre o elevador e a terra firme. Encara sua mesa, seus papéis e avalia o humor do comando Enviar/Receber do outlook. Pensa em todas as ferramentas necessárias pra sobreviver a mais um dia. O Café, (Com adoçante, afinal amanhã você tem uma nova consulta com a vizinha no farol), o rádio, os amigos no e-mail e a sonhada hora de almoço.
Uma hora que você passa em plena felicidade, no meio do dia, até que você se de conta que o relógio venceu o tempo e você precisa voltar à realidade. Agora. sentado à mesa o único conforto é enxergar, sem muito esforço, a porta, que, a esta hora, brilha como um luminoso indicando SAÍDA!
Todo tipo de pensamento lhe ocorre, inclusive o de sair correndo. Você quer chegar em casa e ficaria feliz até se conseguisse ver aquela novela estranha que acaba cedo e te mostra orgulhosa que você conseguiu atravessar a cidade em tempo recorde.
No chuveiro você pensa que a vida não é só isso. Relembra aquela porção de pessoas que deixaram de ser anônimas e ganharam um significado. Enquanto alguma água é desperdiçada você consegue finalmente relaxar e sorrir. Pensa com conforto, desta vez sincero, nas horas que te restam. Passa a mão no telefone conversa com algum amigo, encontra alguém especial, come alguma coisa gostosa e vai pra cama desejando que amanhã alguma coisa boa aconteça.
Aí vem o melhor, você se dá conta que a cara feia do céu é só um reflexo da sua cara feia, não que você seja exatamente feio (talvez até seja.Rs!).
Percebe que em algumas manhãs o que te salva é acordar com sua música preferida, com uma mensagem legal na telinha do celular ou com a imagem de uma foto especial no mural. Aí então encara o chuveiro com outro ânimo atravessa a rua com outros objetivos e, acredite, as pessoas ao redor sentem isso (...e é nessa hora que você destrói a vizinha!). Isso te fortalece, te faz melhor e o dia que antes era um martírio passa deliciosamente bem.
Amelie!
Cheio, abafado e sem pressa nenhuma ele te despeja no terminal. Verdadeira maratona de conversas fáticas, matinais e sem interesse. Aí você pensa no livro que eu não trouxe, na revista que ficou em cima do sofá e em todas as músicas que não ouviu durante todo esse tempo em que está em pé. Pensa que tudo isso poderia ter te distraído e talvez até o tivesse salvado do mal-humor terrível que te consome a alma (assim com essa profundidade!) no momento exato que passa a porta do escritório.
Aí vem o pior, você se dá conta de que essa é sua rotina. Que todas as manhãs te esperam com as mesmices de sempre. A porta é o marco.
Pensando em tudo isso, respira fundo e rompe o limite saudável entre o elevador e a terra firme. Encara sua mesa, seus papéis e avalia o humor do comando Enviar/Receber do outlook. Pensa em todas as ferramentas necessárias pra sobreviver a mais um dia. O Café, (Com adoçante, afinal amanhã você tem uma nova consulta com a vizinha no farol), o rádio, os amigos no e-mail e a sonhada hora de almoço.
Uma hora que você passa em plena felicidade, no meio do dia, até que você se de conta que o relógio venceu o tempo e você precisa voltar à realidade. Agora. sentado à mesa o único conforto é enxergar, sem muito esforço, a porta, que, a esta hora, brilha como um luminoso indicando SAÍDA!
Todo tipo de pensamento lhe ocorre, inclusive o de sair correndo. Você quer chegar em casa e ficaria feliz até se conseguisse ver aquela novela estranha que acaba cedo e te mostra orgulhosa que você conseguiu atravessar a cidade em tempo recorde.
No chuveiro você pensa que a vida não é só isso. Relembra aquela porção de pessoas que deixaram de ser anônimas e ganharam um significado. Enquanto alguma água é desperdiçada você consegue finalmente relaxar e sorrir. Pensa com conforto, desta vez sincero, nas horas que te restam. Passa a mão no telefone conversa com algum amigo, encontra alguém especial, come alguma coisa gostosa e vai pra cama desejando que amanhã alguma coisa boa aconteça.
Aí vem o melhor, você se dá conta que a cara feia do céu é só um reflexo da sua cara feia, não que você seja exatamente feio (talvez até seja.Rs!).
Percebe que em algumas manhãs o que te salva é acordar com sua música preferida, com uma mensagem legal na telinha do celular ou com a imagem de uma foto especial no mural. Aí então encara o chuveiro com outro ânimo atravessa a rua com outros objetivos e, acredite, as pessoas ao redor sentem isso (...e é nessa hora que você destrói a vizinha!). Isso te fortalece, te faz melhor e o dia que antes era um martírio passa deliciosamente bem.
Amelie!
Um comentário:
Noooossa, q ódio dessa vizinha !!!
Eu odeio quando vem alguém e me diz: "Ow, cê tá com uma espinha bem aqui ó".
Poxa, e eu não sei ? Não sou a primeira pessoa a me olhar no espelho, pela manhã ? Ela me avizando vai fazer a espinha sumir ??? Rsrsrsr
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