O calor está ameaçando voltar. Copos ao alto e felicidade, é hora de comemorar o verão nas mesinhas da calçada com uma cerveja bem gelada.
É uma pena que nem tudo que a estação traga seja bem vindo. Ontem, 33º Graus de pura pressão baixa e moleza, implorando por um ar condicionado me peguei pensando no lado negativo de viver o calor.
As baratas, elas foram minha primeira lembrança. Tentei lembrar exatamente como era uma barata mas percebi que nunca fui tão corajosa a ponto de encarar uma. Não sei quantas patas “peludinhas” ela tem ou se as antenas são longas e rápidas como eu imagino que sejam.
O auge da minha auto tortura foi quando as classifiquei de acordo com o horror que elas me causam. Várias espécies e situações me ocorreram. Confiram as eleitas.
1º Lugar
Baratas voadoras. Elas se camuflam de não voadora e, depois de horas, quando você se atreve a mata-las com um chinelo, simplesmente voam, na sua direção, como se o fato de ter uma barata nas proximidades já não seja suficientemente aterrorizante.
2º Lugar
Baratinhas de ônibus. As vencedoras da categoria Pobre disputaram acirradamente o primeiro lugar geral com as baratas aladas. São sem dúvida as mais covardes. Porque? Pensa na sua reação diante de uma barata. Medo, nojo, terror... tudo acompanhado por frases (palavrões) proferidas em alto e bom som. Isso, levando em consideração que você se disponha a matá-la, senão é correria. Mas se você estiver no ônibus tem que fingir que é educado, ser discreto, conter o susto e apenas mudar de lugar. Mudar de lugar? No “busão” das seis? Se você conseguir evitar que ela te alcance já está no lucro, senão estará condenado a sentir as patinhas da versão reduzida do pior pesadelo da sociedade industrial.
3º Lugar
Baratas em Dupla. Não ignore a sabedoria popular e principalmente não desdenhe das soluções caseiras de extermínio à praga. Aquele giz que a galera vende aos berros no centro da cidade, que promete afastar os insetos, funciona. Falo isso depois de presenciar um ataque, cinco minutos depois da faxina. Neste dia, em busca de auxílio, ouvi a máxima: baratas andam em dupla! Ignorei e me dei mal. Sim, elas andam em dupla, se você matou uma e ficou contente, cuidado! Ela tem seu par.
Se depois de ler isso você, homem, pensou: Coisa de mulher! Saiba que eu já vi muito marmanjo subir na cadeira por causa desse bichinho. Não despreze, você ainda vai encontrar uma baratinha se fingindo de morta ou de “não voadora”, e nessa hora eu quero estar bem longe!
Amelie!