Um dia eu acordei e decidi que ia tirar a tão famosa carta de motorista. Meus 18 anos já tinham caducado há tempos e, mesmo sem a pretensão de comprar um carro, correspondi ao impulso e me matriculei na auto-escola.
Legislação nova, ou nem tanto, e lá se foi um mês no CFC – Centro de Formação do Condutores. Formação? Foram 4 finais de semana intermináveis que só serviram para aumentar minha descrença na educação do Brasil. Rs!
Imagine só um professor que ignora o plural, tem obsessão por morte e processos judiciários e tem uma curiosa mania de colocar o termo “em si” entre os órgãos, durante uma trágica aula de primeiros socorros: “se o braço em si estiver quebrado” “faça a massagem no coração em si” e por ai vai...
Sobrevivi e fui fazer a prova teórica. O tempo mínimo dentro da sala era de trinta minutos, quinze minutos depois do começo eu já tinha terminado. Fiquei os outros quinze analisando a importância das perguntas que caíram na minha prova.
Entre as placas estava a de uso obrigatório de correntes na neve. Lembrei de anotar na agenda para não esquecer de “chorar” esse brinde na concessionária, indispensável ao clima brasileiro. Uma das alternativas de primeiros socorros dizia para “sacudir a vitima violentamente”. Sacudi minha cabeça em sinal de NÃAAAAAO!!
Passei e fui para as aulas práticas (na verdade não lembro qual a ordem das coisas...). Meu primeiro instrutor ameaçava falar “encostando”, isso me irritava tanto que tive vontade de bater o carro em uma árvore. A vontade passou, aliás, na primeira aula eu nem sequer deixei o carro morrer, um completo sucesso a não ser pelo fato de que minha canhotísse total que me fazia brecar com o pé esquerdo...
Quando mudei de instrutor minha vida mudou. Fui aprendendo a usar as coisas gradualmente. Olhar pra frente, usar o espelho retrovisor, espelhos laterais, velocímetro, consegui usar todas as ferramentas, descobri a terceira marcha e já consegui guiar, xingar os outros motoristas (de Mula) e cantar Madona!
Todo esse sucesso foi literalmente ladeira a baixo. Reprovei no primeiro exame, na subida, por motivos além da minha compreensão. Até a avaliadora, aquele ser sem sentimento, me qualificou como uma excelente motorista. Mas deixar o carro morrer milhões de vezes é fim certo!
Alguns muitos meses depois, bem perto do processo jubilar (sim, agora você tem apenas um ano pra fazer tudo, senão é obrigada a encarar o CFC de novo!) eu enfrentei meus temores, depenei minha conta bancária e cá estou: habilitada!
Amelie!
Legislação nova, ou nem tanto, e lá se foi um mês no CFC – Centro de Formação do Condutores. Formação? Foram 4 finais de semana intermináveis que só serviram para aumentar minha descrença na educação do Brasil. Rs!
Imagine só um professor que ignora o plural, tem obsessão por morte e processos judiciários e tem uma curiosa mania de colocar o termo “em si” entre os órgãos, durante uma trágica aula de primeiros socorros: “se o braço em si estiver quebrado” “faça a massagem no coração em si” e por ai vai...
Sobrevivi e fui fazer a prova teórica. O tempo mínimo dentro da sala era de trinta minutos, quinze minutos depois do começo eu já tinha terminado. Fiquei os outros quinze analisando a importância das perguntas que caíram na minha prova.
Entre as placas estava a de uso obrigatório de correntes na neve. Lembrei de anotar na agenda para não esquecer de “chorar” esse brinde na concessionária, indispensável ao clima brasileiro. Uma das alternativas de primeiros socorros dizia para “sacudir a vitima violentamente”. Sacudi minha cabeça em sinal de NÃAAAAAO!!
Passei e fui para as aulas práticas (na verdade não lembro qual a ordem das coisas...). Meu primeiro instrutor ameaçava falar “encostando”, isso me irritava tanto que tive vontade de bater o carro em uma árvore. A vontade passou, aliás, na primeira aula eu nem sequer deixei o carro morrer, um completo sucesso a não ser pelo fato de que minha canhotísse total que me fazia brecar com o pé esquerdo...
Quando mudei de instrutor minha vida mudou. Fui aprendendo a usar as coisas gradualmente. Olhar pra frente, usar o espelho retrovisor, espelhos laterais, velocímetro, consegui usar todas as ferramentas, descobri a terceira marcha e já consegui guiar, xingar os outros motoristas (de Mula) e cantar Madona!
Todo esse sucesso foi literalmente ladeira a baixo. Reprovei no primeiro exame, na subida, por motivos além da minha compreensão. Até a avaliadora, aquele ser sem sentimento, me qualificou como uma excelente motorista. Mas deixar o carro morrer milhões de vezes é fim certo!
Alguns muitos meses depois, bem perto do processo jubilar (sim, agora você tem apenas um ano pra fazer tudo, senão é obrigada a encarar o CFC de novo!) eu enfrentei meus temores, depenei minha conta bancária e cá estou: habilitada!
Amelie!
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